Anos sessenta?
Um ex-revolucionário profissional, agora reformado como consultor, escrevia há dias, no “Publico”, amenamente, sobre o que teriam sido os anos 60 para os portugueses, concluindo que cá não teria havido baby boomers porque os lusos estavam ocupadíssimos a votar com os pés, isto é, a emigrar, ou a segurar vigorosamente a G-3 num dos vários teatros de guerra.
A tese tem alguma coisa que se lhe diga. Segundo ela, ou os portugas não davam quecas decentes em Roissy, nas margens do Corubal ou enquanto atravessavam o Languedoc de comboio, ou a semente, privada do solzinho minhoto, da severidade transmontana e da placidez alentejana, estiolava e morria. Não houve produtos de portugueses nos anos 60, como se sabe pela inexistência de emigrantes de segunda geração e de mulatinhos espalhados do Geba à Catembe.
A rapaziada que chegou a 1960 com vinte anos ou à volta disso não valeria grande coisa. É bem certo que, olhando à nossa volta, a tese não está longe de se confirmar. Já não pensando nos tecnocratas de Caetano, a verdade é que não é Barroso, Guterres e Jerónimo que nos irão convencer de que anda por aí uma geração de truz.
A única consolação é que, lá por fora, a safra também não foi grande coisa. Ainda me fico pela geração anterior, certo de que “A hard day´s night” e “Jumping Jack Flash” significam mais para 2006 que muita coisinhinha delicodoce que continua a vogar por aí.
A tese tem alguma coisa que se lhe diga. Segundo ela, ou os portugas não davam quecas decentes em Roissy, nas margens do Corubal ou enquanto atravessavam o Languedoc de comboio, ou a semente, privada do solzinho minhoto, da severidade transmontana e da placidez alentejana, estiolava e morria. Não houve produtos de portugueses nos anos 60, como se sabe pela inexistência de emigrantes de segunda geração e de mulatinhos espalhados do Geba à Catembe.
A rapaziada que chegou a 1960 com vinte anos ou à volta disso não valeria grande coisa. É bem certo que, olhando à nossa volta, a tese não está longe de se confirmar. Já não pensando nos tecnocratas de Caetano, a verdade é que não é Barroso, Guterres e Jerónimo que nos irão convencer de que anda por aí uma geração de truz.
A única consolação é que, lá por fora, a safra também não foi grande coisa. Ainda me fico pela geração anterior, certo de que “A hard day´s night” e “Jumping Jack Flash” significam mais para 2006 que muita coisinhinha delicodoce que continua a vogar por aí.

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