Heroismo a quanto obrigas
Não, não sou eu que o digo nem nenhum daqueles chatos palestinianos que andam sempre a fazer queixinhas por tudo e por nada. A história vem contada num papel da B’Tselem, uma organização que se define a si mesma como Centro de informação israelita sobre direitos humanos nos territórios ocupados, fundada há 17 anos por advogados, académicos, jornalistas e deputados do parlamento israelita.
O papel dá conta de um aumento considerável da agressividade dos soldados israelitas nos postos fronteiriços da Cisjordânia desde que começaram os combates contra o Hezbollah no Líbano.A história mais exemplar vem transcrita no “Público” do passado dia 22: Mater Khamaiseh, 24 anos e vendedor de legumes em Jenin, é um dos casos citados pela investigação. No dia 1 de Agosto, este palestiniano tinha de ir a Beita recolher 15 mil shekels e 200 caixas vazias. Como foi impedido de atravessar o posto de controlo de Jenin, Khamaiseh tentou uma estrada alternativa, onde não encontrou nenhum obstáculo. O regresso foi diferente. O seu carro foi parado por um jipe do Exército e os soldados obrigaram-no a ir até um bosque. Depois de lhe perguntarem de onde era, dispararam uma rodada de balas sobre a sua cabeça. Khamaiseh começou a ser espancado por dois dos quatro militares que lhe gritavam em hebraico palavras que ele não conhecia. "Eu pensava que ia morrer e recitei a prece do mártir: "Não há outro Deus que não Alá e Maomé é o seu profeta." Só pensava em morte", contou o palestiniano à B’Tselem. "O soldado que disparou sobre a minha cabeça pôs o cano da espingarda na minha mão e disparou. Comecei a sangrar e pensei que a minha mão estava em fogo. Continuaram a espancar-me durante mais de meia hora. E em todo esse tempo, gritaram e não me perguntaram nada." As balas seriam secas. Mas o incidente não terminou aqui. "Um dos soldados aproximou-se, pegou na espingarda e apontou-a a mim", adiantou Khamaiseh. "Disparou a menos de 50 centímetros. Quando o vi a apontar, recitei a prece do mártir e ele disparou. Senti um choque, uma dor e um ardor no estômago. Pensava que a bala me tinha penetrado." Depois de ter sido libertado e avisado para não contar a ninguém o que se tinha passado, Khamaiseh telefonou ao irmão, relatou o sucedido e pediu-lhe para ser levado a um hospital.
É assim: como os meninos israelitas não conseguem bater nos meninos grandes do Hezbollah, vingam-se nos mais fraquinhos da Cisjordânia. Ora toma!
O papel dá conta de um aumento considerável da agressividade dos soldados israelitas nos postos fronteiriços da Cisjordânia desde que começaram os combates contra o Hezbollah no Líbano.A história mais exemplar vem transcrita no “Público” do passado dia 22: Mater Khamaiseh, 24 anos e vendedor de legumes em Jenin, é um dos casos citados pela investigação. No dia 1 de Agosto, este palestiniano tinha de ir a Beita recolher 15 mil shekels e 200 caixas vazias. Como foi impedido de atravessar o posto de controlo de Jenin, Khamaiseh tentou uma estrada alternativa, onde não encontrou nenhum obstáculo. O regresso foi diferente. O seu carro foi parado por um jipe do Exército e os soldados obrigaram-no a ir até um bosque. Depois de lhe perguntarem de onde era, dispararam uma rodada de balas sobre a sua cabeça. Khamaiseh começou a ser espancado por dois dos quatro militares que lhe gritavam em hebraico palavras que ele não conhecia. "Eu pensava que ia morrer e recitei a prece do mártir: "Não há outro Deus que não Alá e Maomé é o seu profeta." Só pensava em morte", contou o palestiniano à B’Tselem. "O soldado que disparou sobre a minha cabeça pôs o cano da espingarda na minha mão e disparou. Comecei a sangrar e pensei que a minha mão estava em fogo. Continuaram a espancar-me durante mais de meia hora. E em todo esse tempo, gritaram e não me perguntaram nada." As balas seriam secas. Mas o incidente não terminou aqui. "Um dos soldados aproximou-se, pegou na espingarda e apontou-a a mim", adiantou Khamaiseh. "Disparou a menos de 50 centímetros. Quando o vi a apontar, recitei a prece do mártir e ele disparou. Senti um choque, uma dor e um ardor no estômago. Pensava que a bala me tinha penetrado." Depois de ter sido libertado e avisado para não contar a ninguém o que se tinha passado, Khamaiseh telefonou ao irmão, relatou o sucedido e pediu-lhe para ser levado a um hospital.
É assim: como os meninos israelitas não conseguem bater nos meninos grandes do Hezbollah, vingam-se nos mais fraquinhos da Cisjordânia. Ora toma!

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